segunda-feira, 5 de setembro de 2011

NO PAPEL

( Para Jane Maria )


No papel escrevo vida
e todo papel ilumina.

Todo amor que me determina
flui natural como um rio.

Toda esperança sai
do seu signo e voa

toda poesia canta.

No papel escrevo vida
e todo um mistério

se levanta
se se revela
e dança.
POEMA DE AMIGA


O que é amiga
senão essa
doçura que nos
envolve.

O que é amiga
senão essa
formosura em flor
que nelas nos
dissolve.

O que é amiga
senão esse
outro tom
de love.
POEMINHA DE CARLITOS


Carlitos      Tv
Carlitos      Humor
Carlitos      Amor
Carlitos      Verdade
Carlitos      Sonho
Carlitos      Chaplin
Carlitos      Carlos Drummond de Andrade
Carlitos      Amigo
Carlitos      Eu

poemas
saudade
POEMA DOS FIOS MAIS BRANCOS DO POETA


Nos fios mais brancos dos cabelos do poeta
nos fios mais brancos das sobrancelhas do poeta
nos fios mais brancos da barba do poeta
ainda pode - se tirar poemas belos
e joviais.
CIÊNCIA POÉTICA


Tudo que escrevo
no mundo do papel
é vida.

Vida que não se parte
qual vidro
querbrado.

Mas que se múltiplica
no seu ato natural
e descomunal de ternura
CANTATA AO VERSO


O meu verso
é rosa
aberta.

O meu verso
é pássarinho
cantador.

O meu verso
é aquilo
que eu ouço

em ouro
e amor.

sábado, 3 de setembro de 2011

POEMA MATINAL


Ás vezes o poeta nem boceja ao
acordar nem estica o corpo ao
acordar nem fala nada.
Já vai escrevendo seu poema
matinal.

Seu poema talvez de sonho
ou de sono.